Obrigada

 

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De volta a Portugal, não sei onde meter tantas memórias. São oito meses de lugares, de cheiros, de aprendizagens, de desafios, de tantos risos, de algumas lágrimas e, sempre mais importante que tudo, das pessoas que enriquecem essas memórias. Isto, é uma ode e um obrigada:

À Elvia pelas Afrotribais em Medellin, pelo arroz de coco e por me obrigar a ir ao Museu da Memória.

Ao Nicola e ao David pelos atardeceres em Salento de Pokeron na mão e pelo churrasco de truta interminável.

Ao Matt, ao Martijn e à Nynke pelos dedos lambuzados de manteiga e lagosta, os poemas à hora de almoço e o deslumbre ao pôr-do-sol, em La Guajira.

À Isabel, por atravessar o Atlântico para vir comigo à descoberta de cidades perdidas.

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À Ale e ao Cris pelo Natal em familia na Granja Vidar. E à Gloria pelo sorriso franco e pelos livros.

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À familia Anthakarana por partilhar conhecimentos ancestrais, pelos momentos sentada na terra a ouvir Bahmar com ambil na boca e pelo Temascal. E à Klaudina e ao Dominique pelos cafés com canela, pelas tardes a escrever em conjunto, por nos ouvirmos nos momentos mais pesados.

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À Kara por me levar a dançar salsa nas primeiras horas em Cali. E pelo dancehall, pelos disparates, pelo riso fácil e conversas longas. À Tamara por partilhar disto tudo também. E pelas sestas e tendas e palavras partilhadas, que às vezes saem em inglês, às vezes em espanhol e às vezes alemão, no Lago Calima.  Às duas por me fazerem sentir que voltava a casa, 3 meses depois.

Ao Duran por ser o meu “big little brother”. Pelas caminhadas e pelas conversas regadas a canecas de café em Cali.

Ao Bashir por estar lá, com o seu sorriso, em Cali, em Baños e em Cuenca.

Ao José por ser o José quando precisava de um José, em Cali.

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Ao Fidel, o gigante gentil com pés leves de salsa, pela disponibilidade e pela companhia, em Popayan. E ao Hug, companheiro de sofá, que me apresentou ao Roberto e transformou a viagem para Quito.

Ao Roberto, pela cumplicidade, pelos silencios bonitos e as leituras nos dias e noites cinzentos de Quito.

Ao Ramiro e à familia, por me receberem e cuidarem tão desinteressadamente. Pelos ensinamentos e pelas árvores milenares na Comuna Tola Chica.

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À Jay e ao Scott pelos passos partilhados  até ao verde jurássico de Quilotoa e pelas histórias à lareira.

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Ao Edgardo, ao Leo, à Naiara e à Karen por aturarem comigo os devaneios dos donos do hostel em Baños. Pelas cervejas no fim de turno, pelo assado no primeiro dia, por me receberem como se nos conhecessemos há muito.

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À Reda por sempre arranjar maneira de nos encontrarmos pelo mundo. Pelas palavras que nunca nos faltam mesmo em silencio, pelos livros, pelos passeios na cidade e na selva, em Baños, Tena e Cuenca. Por esse conforto que a simples presença uma da outra nos traz.

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Ao Casais e ao Zed por se desviarem da sua rota para que partilhássemos caminho. Alfacinhas juntos no mundo. Pelas tardes que viram noite à volta de uma mesa à luz da vela em Cuenca. Pelos caminhos verdes a cascatas e pelas esquinas de Vilcambamba onde se vê a vida passar.

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Ao Yves e a toda a comunidade Sacred Sueños, por provarem que tudo é possível, por me inspirarem, por me insinarem tanto e pelos pores do sol na montanha, com Vilcabamba ao fundo. À Brittany pelas conversas à luz da vela quando esse pôr do sol terminava e por todas as gargalhadas virtuais nos meses que se seguiram.

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Ao Daniel por me ceder a sua cama em vez do seu sofá, e usar o único dia de folga para que caminhássemos por todo Guayaquil.

Ao David, pelas noites com a lua cheia e o som do mar a entrar pelas cabanas em Mompiche, e por nos manter em segurança durante o terremoto. Ao Charles pela tarte tatin quentinha no meio de réplicas. À Matilde pelo sorriso tranquilo. Ao Nicolas pelas musicas repetidas à exaustão, que agora me fazem sorrir.

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À Cielo por ser a encarnação da hospitalidade desinteressada, e prova de que existem mulheres colombianas com cabeça, em Pasto. Ao Alejo pelos lapimgachos e o guacamole. Ao Daniel por me convencer a comprar livros que me estavam destinados e pelas conversas em torno da magia das palavras e da salsa.

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À Orielle, pela gargalhada contagiante, mesmo aterrando de rabo e cobertas de lama. Pela companhia em estradas que são “trampolins da morte”, pelos cozinhados conjuntos, pelos anfitriões partilhados, pelos dias que se seguiram tão naturalmente em Pasto, em Mocoa, em San Agustin e no reencontro em Cali.

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Ao Ruben pelo colchão numa casa simples com o brilho dos livros e da boa vontade. Pelas palavras suaves de quem combate estereótipos, em San Agustin.

Ao Miguel pelas horas de sorrisos gerados a salsa, de volta a Cali. Ao Juan pela alegria do reencontro e pela espontaneidade.

À Maeva pelo olhar tranquilo, o sorriso carinhoso, a distração engraçada e a empatia automática, em Cali.

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Ao Julian, por me encontrar em Cuenca e caminhar a meu lado em Cali. Pelas palavras ditas com as pontas dos dedos. Pelos abraços.

 

E aos outros: à Vivi por nos levar a ver o vulcão em Baños, ao rapaz com o cão em Tierradentro que me acompanhou ao jantar, ao Americano que vinha de bicicleta desde o Alasca, ao taxista que me falou das virtudes dos paisas , à senhora do mercado em Medellin que me deu as boas vindas à Colombia, ao senhor em Salento que me deu a responsabilidade de agora ser uma “embaixadora da Colombia no mundo”, ao rapaz do La Topa com quem dancei três vezes, ao casal que me acompanhou até a um hostel em Atacames quando o autocarro para Mompiche não chegou ao destino , aos professores de salsa que me reconheceram 3 meses depois e à senhora do mercado em Cali que me chamava m’hija e me vendeu o ananás mais cheiroso do mundo. Muitos me faltarão por aqui. Todos aqueles que com um sorriso, uma piada, um passito de dança me fizeram apaixonar pela Colombia, e todos aqueles que, como eu fora do seu país, me comprovaram que sou o melhor de mim quando viajo.

Obrigada.

 

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